Guerrilla Music Records
Novo selo cearense reúne artistas e produtores em torno de uma ideia simples: criar oportunidades, estimular a cooperação e ajudar novos projetos a encontrarem espaço para crescer
A cena musical de Fortaleza sempre foi marcada por artistas que fazem muito com pouco. Bandas que ensaiam onde conseguem, produzem com os recursos disponíveis, organizam os próprios shows e encontram maneiras criativas de continuar colocando seus trabalhos na rua.
Foi justamente a partir dessa realidade que nasceu a Guerrilla Music Records, novo selo criado em Fortaleza com uma proposta que vai além de lançar música: fortalecer a produção autoral e criar uma rede de colaboração entre artistas.
A ideia surgiu da insatisfação dos próprios fundadores com a falta de estrutura e apoio encontrada por muitos projetos da cena alencarina. Na visão do grupo, esse cenário pode fazer com que talentos acabem ficando pelo caminho antes mesmo de conseguirem desenvolver todo o seu potencial
Mais cooperação, menos competição
O nome Guerrilla não foi escolhido por acaso.
Segundo um dos integrantes responsáveis pela criação do selo, a palavra representa as experiências de quem trabalha com arte utilizando os recursos que estão ao alcance, enfrentando obstáculos e encontrando caminhos alternativos para fazer a produção acontecer.
A proposta é levar essa mesma postura para a música.
Mas existe uma diferença importante: ninguém precisa enfrentar essa batalha sozinho.
A Guerrilla Music Records pretende criar um ambiente onde artistas possam compartilhar experiências, encontrar novas oportunidades e desenvolver projetos em conjunto.
A ideia é incentivar a cooperação em vez de uma disputa por espaço.
Mais do que simplesmente funcionar como uma gravadora, o selo pretende se tornar uma espécie de ponto de conexão para artistas e projetos independentes.
E a proposta não está limitada a um único gênero musical.
A intenção é trabalhar com artistas e bandas de diferentes estilos, respeitando a identidade, a trajetória e a liberdade criativa de cada projeto.
E o primeiro passo já está marcado
Antes mesmo de colocar todos os serviços planejados em funcionamento, a Guerrilla decidiu começar movimentando a cena.
No próximo sábado, 26 de setembro, acontece o Guerrilla Music Festival, realizado em parceria com a Patógeno Underground.
O evento será uma das primeiras iniciativas públicas do selo e representa uma espécie de cartão de visitas da nova empreitada.
A própria organização brinca que o festival será uma espécie de “entrada antes dos pratos principais”, e o plural não está ali por acaso.
Ou seja: quem estiver acompanhando a movimentação da Guerrilla pode esperar que esse seja apenas o começo.
Quem está por trás da Guerrilla?
A organização reúne nomes ligados à cena independente de Fortaleza, com experiências diferentes dentro da música e da produção cultural.
Fazem parte da organização:
- Pedro Pereira
- Vince
- Lilo, do Zuada e Tristeza FC
- Lucas Farofa, da Dead Orquidea
- Welber Sued, da Édipo Rei
- Caio Santos
Essa mistura de trajetórias é justamente uma das características que pode dar à Guerrilla uma visão ampla sobre os desafios enfrentados pelos artistas independentes.
Um selo que quer construir junto
A Guerrilla Music Records surge em um momento em que a produção independente continua encontrando novos caminhos para existir, mas ainda enfrenta dificuldades relacionadas a estrutura, divulgação, espaços, produção e profissionalização.
A proposta do selo parte justamente desse ponto: se os caminhos tradicionais não são suficientes, é preciso construir novas possibilidades.
E o primeiro movimento será feito através do Guerrilla Music Festival.
Para quem acompanha a cena autoral de Fortaleza, vale ficar de olho. O festival pode ser apenas o primeiro capítulo de uma iniciativa que pretende aproximar artistas, produtores e público e, principalmente, ajudar a criar mais espaço para quem está produzindo música independente na cidade.
A Guerrilla Music Records está começando. E, pelo discurso de quem está à frente do projeto, a intenção é não começar pequena na ambição.
Porque na cena independente, talvez a maior força esteja justamente em descobrir que não é preciso fazer tudo sozinho.
Por: Handerson Café
Formado em Marketing, sou apaixonado por música e pela cultura rock desde os 9 anos de idade. Minha jornada começou com o rock nacional e, ao longo dos anos, evoluiu para vertentes como rock alternativo, punk, grunge e principalmente o heavy metal, gênero que considero minha maior paixão musical.
Além de fã, também vivi a música de forma ativa, participando de banda e compondo mais de 20 músicas autorais. Atualmente, sou comunicador e produtor de conteúdo, realizando coberturas, entrevistas e divulgando a cena rock e metal através do portal DEU ROCK, contribuindo para fortalecer e dar visibilidade aos artistas, eventos e profissionais do segmento.




